quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Como me sinto melhor e mais feliz

      Há um pouco mais de dois meses pedi para que minha médica psiquiatra me desse uma alternativa pra diminuir o meu tremor, e ela começou a reduzir um dos medicamentos que eu tomava até poder retirá-lo totalmente para poder entrar com um novo medicamento, mas ainda não o eliminamos, é só quesão de tempo.
       Depois de uns dias da diminuição já senti as minhas mãos mais firmes e cada vez mais firmes. Mas isso é só o que é visível, pois também comecei a notar que me sentia disposta mas sem me sentir eufórica com os pensamentos a mil por hora, isso já era uma rotina e nada saudável, pois pensamentos acelerados atormentam muito e não me deixava fixar em nada. Então ao me sentir disposta, mas tranquila eu me senti bem melhor e começando a reconhecer a Patrícia de anos atrás, que conseguia se concentrar, ter paciência pra chegar com uma idéia até o final da sua execução, a ansiedade sempre foi própria da minha pessoa mesmo, de querer ver as coisas prontas e finalizadas logo o que acaba com que eu apresse as coisas sem necessidade, mas é natural de muitas outras pessoas isso, sei que não sou a única afobadinha do pedaço né!
       Isso me deixou mais estável, mais focada, mais compenetrada como há muito tempo não sabia o que isso significava mais e jamais imaginei que isso se tornaria possível novamente e, graças a isso o meu relacionamento amoroso vai de vento em popa, com menos paranóias da minha parte e não estou mais em uma motanha-russa de emoções tão bruscas. O meu humor está melhor, os meus pensamentos vem de forma linear, ou seja, um atrás do outro e não 10 mil de uma vez só, está mais linear e mais calmo permitindo-me até estudar e pensar em cursar a faculdade novamente. Isso tudo porque resolvi acreditar em mim mesma depois de tanta tormenta na minha vida.
 
                                                 Patrícia "Poeta"
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Essas baratas são um barato. Issa!!!



Em uma viagem pelo litoral do sudeste brasileiro, mais espeificamaente Rio de Janeiro e Espírito Santo por onde visitamos e pasamos por várias praias com os mais diversos feitios como os tons da água do mar, a altura das ondas, a textura da areia e tudo mais .
Na época dessa última viagem em família, que pra mim foi a melhor e a mais marcante pois estava conhecendo o mar pela primeira vez, eu que hoje tenho mais de 25 anos naquele tempo tinha 12.
A minha imaginação sempre foi muito fértil, acho que é por gostar tanto de desenhos animados, mas passando ao entardecer, de carro por uma das praias eu viajei e mergulhei ne minha imaginação. Agora não era uma praia qualquer com aquelas marolinhas(ondinhas), mas sim o cenário ideal pra uma estória que tomou o senso de humor por alguns minutos, no momento, por ser tão bizarra e por alguns anos também , porque toda vez que me pego lembrando dela é inevitável não rir sozinha. Eis a história a seguir:
Lá estava eu olhando aquelasa pequenas ondinhas pela janela do carro no banco de trás. Enquanto ele andava a minha cabeça criava uma estória de um mundo paralelo: o mundo fantástico das baratas que curtiam uma prainha, morô!
Era como se eu tivesse vendo as baratinhas de biquíni e óculos de sol, as fêmeas, óbvio! Os biquínis e maiôs das estampas mais diversas. Uma observação a ser feita: tudo na escala do tamanho de baratas reais, como mobílias de boneca, entendem?! Enfim, os baratos surfando, pegando mó tubo, issa!!! Pra quem não sabe, pegar um tubo é pegar a ondase fechando, quase acabando. Outras pegando onda sem prancha. A gente chama isso de pegar jacaré. Algumas baratinhas fêmeas pegando um bronze e os machos, sem perder tempo passando protetor em algumas gatinhas...ops...baratinhas.
Kangas estendidas sobre a areia, um quiosque vendendo água de minicocos, com minis mesas, cadeiras e guarda sóis. Sobre as mesas, minis copos, garrafas, frascos de protetores e bronzeadores, pratos usados.
Em algumas mesas, turmas de baratas enturmadíssimas conversando alto pois adiante tinha a turma com o maior sonzaço e dançando à valer. Como nem tudo é perfeito tinham uns bebuns incovenientes que insistiam em acabar com a farra, mas já tavampra lá de Bagdá e uns 500 coqueiros pra isso.
O resto do pessoal continuava a se divertir.
Essa estória onde baratas são personagens pode até causar certo nojo e repulsa, mas se não ligarem pra isso essas baratas são ou não são um barato, hein?


Patrícia Lobato

domingo, 27 de março de 2011

Apresentação

Comecei a escrever a minha biografia, mas a história tornou-se bastante confusa, cheia de buracos e eu comecei a pirar o cabeção com tantos detalhes por lembrar. Cheguei então à conclusão de que as minhas poesias seriam a autobiografia mais que apropriada, pois são minha essência, muito mais íntimo e revelador do que qualquer coisa que eu lhes contasse.
Escrevo poesias desde os 15 anos de idade. Vocês notarão um tom pesado em boa parte delas, mas também há as descontraídas e reflexivas. Aliás, reflexivas todas são.
Muitas escritas em momentos tristes e realmente depressivos; outras , estalos de uma mente fértil como a de um compositor ao cantarolar sua mais nova canção pelas ruas para que não fuja até que chegue em casa.
Há muitos ensinamentos pra quem quiser e souber fazer bom uso das linhas aqui escritas.
Acho que gosto mais de escrever do que ler, propriamente dito. Tenho o dom de me expressar mais pela escrita do que pela fala e também sinto necessidade de passar meus conhecimentos pra frente. Compartilhar e expandir, pra mim esse é o ciclo do conhecimento, pois sempre haverá a troca, mesmo nas discordâncias. O importante sempre nisso tudo é RESPEITO!
Devo acrescentar que seria interessante a leitura deste livro na ordem do índice para que reparem a evolução do estado de espírito em que me encontrava em cada uma delas. Pular poemas deste livro é como “engolir” um capítulo de um livro qualquer e ficar faltando um pedaço.

terça-feira, 22 de março de 2011

A vida como um cavalo


A vida é como um cavalo
Você olha e hesita
Pensa logo na queda que vai levar
Mas o cavalo é um animal
Majestoso e encantador
Você, se gostar de bicho, se aproxima
Admira, passa as mãos
E, pensando consigo
Diz baixinho, ninguém escuta
Só o seu o seu coração
Preciso ter força e coragem
Para subir nesse cavalo
Pegar as rédeas
E amansar
E dar o primeiro passo
Sentir a sensação de liberdade
A brisa no rosto
E cada passo do cavalo
É um susto seu
A vida é assim também:
Te assusta, amedronta
Depois faz-se bela
Pra ser admirada e montada
Mas você dá um passo pra trás
Recua, resppira fundo:
Esse "cavalo" precisa ser montado
Preciso tomar as rédeas
Da minha vida
Agradeço por chegar aqui
Tropeçando e encostando
Quando foi preciso
Mas agora quero e necessito
De forças e coragem
Pra prosseguir em cima
Desse cavalo desembestado
De onde eu posso levar
Uma queda a todo momento
Pra isso ele precisa ser domado
Pra enfim eu sentir a
Liberdade e a brisa
Dessa longa caminhada
No rosto.

autoria: Pat "Poeta"


A pluma

Quando estamos tristes
Quando estamos infelizes
A alma nos pesa
O corpo pesa a alma
Pois a alma é a essência
De cada um de nós
É algo puro e leve
Como a pluma
A pluma que cai
Levemente dentro
Do seu próprio “Eu”
O corpo físico não é nada
Além de um casulo de borboleta
Que ao sair dele
É algo límpido e leve
Que voa e se conduz
Assim como a imaginação
Sem qualquer compromisso
Com a vida terrestre.

autoria: Pat "Poeta"

Eu

Nesse instante não sei se “eu” sou eu
Se algum dia esse “eu” será alguma coisa
Se algum dia “eu” será alguém
Porém sei que esse “eu”
Esse alguém e essa alguma coisa
Foi é e será sempre “eu”.

autoria: Pat "Poeta"


Liberdade enfim sós!

Ser livre é ter asas para voar
Ter liberdade superando seus limites
E respeitando os limites dos outros
Cada um com seu espaço
Cada um com seu caminho a seguir
Liberdade é ser grande
E ao mesmo tempo ser pequeno
Ser livre é ter imaginação para viajar
E voar através do tempo
Que nos une e nos separa
Ser livre, não é fazer o que se tem vontade
É sim ter vontade no que irá fazer
Liberdade é tudo e nada
É tudo quando se vive intensamente
E nada, quando se morre de repente.

autoria: Pat "Poeta"


Vida

A vida é uma corda tem um começo
(tem um fim?)
Tem vários nós
São os nós meros obstáculos
Meros problemas
Sentido de cada um de nós
Nosso modo de vida é que poderá fazer de nós
O que fomos
Ontem,
O que somos
Hoje,
E o que seremos
Amanhã.

autoria: Pat "Poeta"


Paixão

O que seria o homem senão a paixão?
Essa que o leva a mover montanhas
Paixão por paixão
Paixão por amor
Qualquer que seja:
Desenfreada, compulsiva,
Deslocada ,carinhosa,
E até mesmo venenosa por que não?
Pessoas que sentem tal coisa
Podem matar e podem morrer
Como também podem viver intensamente
Esse sentimento que nos confunde:
Paixão.

autoria: Pat "Poeta"